Soares acredita que insulto de Prestianni a Vini foi o melhor que aconteceu ao craque do Benfica
Opinião publicada lança uma reflexão inesperada sobre a transformação do jovem argentino e o impacto de um episódio que marcou a sua passagem pelo Benfica

A aposta do Benfica em jovens talentos argentinos tem dado resultados de grande impacto nos últimos anos, desde a chegada de Ángel Di María ao futebol português. Em janeiro de 2024, a SAD encarnada pagou 9,5 milhões de euros por Gianluca Prestianni, que tinha apenas 17 anos, criando desde cedo grandes expectativas em torno do jovem extremo.
Ana Soares começa por colocar uma questão central na sua opinião: “Insultar Vinícius foi a melhor coisa que aconteceu a Prestianni?”
A. Soares: “Terão pensado que este não era jogador para o Benfica”
“A gravidade do episódio condenou o camisola 25 em todo o Mundo e muitos adeptos do Benfica, que não se reveem em insultos a adversários, seja ‘macaco’ ou ‘maricas’, terão pensado que este não era jogador para o Benfica”, escreveu no seu texto de opinião no jornal A Bola.
Apesar da polémica, Prestianni recebeu o apoio do Benfica e, após a investigação da UEFA, ficou definido que teria de cumprir seis jogos de suspensão nas competições internacionais. A consequência afastou-o também do Mundial e limitou a sua capacidade de ajudar a seleção argentina. “Pôde, assim, concentrar-se mais no Benfica”, observa a jornalista.
A. Soares: “É no relvado que tem mudado a opinião dos opositores mais empedernidos”
Ana Soares destaca igualmente a evolução de Prestianni sob o comando de Marco Silva.
“O momento que está a viver tem muito a ver com a pré-temporada, não podia jogar os primeiros dois jogos, trabalhou caladinho… É no relvado que tem mudado a opinião dos opositores mais empedernidos, com a suavidade com que afasta adversários e leva os adeptos a sorrir”, pode ler-se.
No final, a jornalista deixou ainda outra reflexão sobre a transformação do jovem argentino.
“De ter o dedo apontado por associação a um caso disciplinar, passaram a apontá-lo com um ‘olha ali o que ele fez’. Deixou de tapar a boca e dizer coisas a quente, para levar esse fogo para os pés: por isso já leva 8 golos – quantos mais tentou? – e duas assistências em 10 jogos. Sem aquele castigo e a necessidade de uma introspeção, estaria nesta posição agora?”, rematou.







