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Rui Costa incluído na lista negra do Banco de Portugal por dívida milionária
Presidente do Benfica surge associado a incumprimento superior a 20 milhões de euros em negócio de bastidores.

O presidente do Benfica, Rui Costa, foi oficialmente incluído na Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal, plataforma vulgarmente conhecida no panorama financeiro como a “lista negra” do regulador bancário nacional. Este cenário de bastidores surge na sequência direta de um incumprimento financeiro relacionado com um financiamento superior a 20 milhões de euros junto do Banco Montepio, num caso associado ao empreendimento residencial de luxo Dream Living, localizado em Carnaxide.
🏗️ O Financiamento de 20 Milhões e o Papel de Fiador
De acordo com as informações detalhadas avançadas pelo jornal Observador, o líder máximo das águias é acionista do referido projeto imobiliário e assumiu em nome individual o papel de fiador de vários financiamentos de peso concedidos pelo Montepio.
Os créditos na secretaria destinavam-se a suportar a construção do empreendimento de luxo, apresentado originalmente em 2018 em parceria com o JPS Group e globalmente avaliado em cerca de 45 milhões de euros.
A situação de incumprimento bancário terá tido início em maio deste ano. Desde essa altura, terão já sido amortizados cerca de 7 milhões de euros, mas a verdade é que a dívida total permanece acima dos 15 milhões de euros, valor este que inclui juros de mora acumulados e outros encargos contratuais. A mesma publicação refere que Rui Costa encontra-se, nesta fase precisa, a negociar uma reestruturação célere da dívida com os responsáveis do Banco Montepio.
⚖️ O Histórico de Litígios de Bastidores
Esta não é a primeira vez que os investimentos imobiliários privados do presidente do Benfica são alvo de notícias relacionadas com problemas de tesouraria. No passado mês de abril, a revista Sábado revelou que Luís Mendes, antigo vice-presidente do clube encarnado, tinha avançado com uma ação judicial concertada contra a empresa 10 Invest para reclamar o pagamento de uma dívida de 500 mil euros. Contudo, esse montante específico acabou por ser posteriormente liquidado pelas partes.
Na altura dos acontecimentos, Luís Mendes fez ainda questão de esclarecer publicamente que a sua saída abrupta da administração da SAD del Benfica não teve qualquer tipo de ligação ao diferendo financeiro relacionado com o referido empreendimento imobiliário, que gerou a atual e complexa situação de Rui Costa nos reguladores.



