Manteigas critica contexto da arbitragem após FC Porto-Benfica: “Cheira a bafio do passado”
Antigo candidato à presidência do Benfica reagiu à derrota das águias e recuperou vários episódios de arbitragem para sustentar a sua análise.

João Diogo Manteigas reagiu à derrota do Benfica frente ao FC Porto, por 3-1, através das redes sociais, onde analisou vários dos momentos polémicos do Clássico e deixou uma leitura bastante crítica sobre o contexto da arbitragem no futebol português.
O antigo candidato à presidência do Benfica considera que alguns dos acontecimentos do encontro fazem lembrar situações do passado e defende que existe uma forma de atuação destinada a condicionar os árbitros.
“O modus operandi é tão claro e evidente que cheira a bafio do passado. Definem alvos para condicionar. Este condicionamento leva tempo a ser pensado e aplicado. Mas em Portugal, colhe frutos. A história repete-se. Lidar com pressão não é para todos”, escreveu na sua conta de Instagram.
Para sustentar a sua interpretação, Manteigas recuperou ainda outros episódios de arbitragem. Entre eles, mencionou as expulsões de Nicolás Otamendi, no jogo frente ao Famalicão em maio de 2025, e de Zeno Debast, no Sporting-Arouca disputado no sábado, comparando esses casos com o cartão mostrado a Gabri Veiga no Clássico.
O advogado recordou também quatro momentos em que o FC Porto protestou contra decisões de arbitragem entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.
Entre as situações recuperadas estão declarações de André Villas-Boas, presidente do FC Porto, nas quais este criticou aquilo que considerava ser uma “dualidade de critérios” e “diferentes interpretações”.
Manteigas entende que a questão ultrapassa os casos individuais e representa, na sua perspetiva, uma realidade mais abrangente do futebol português.
“Desengane-se quem pensa que o futebol português, neste aspeto, vai ou deve mudar no futuro. Mesmo com a tão afamada centralização. É isto o futebol nacional. Dá audiências. Há que lidar”, afirmou.
O antigo candidato à presidência do Benfica classificou ainda esta realidade como algo “cultural” e “idiossincrático”, deixando uma mensagem sobre a forma como entende que o clube encarnado deve reagir.
“Ou se percebe ‘o jogo’ e se está predisposto a jogar com armas de calibre igual ou superior… ou, então, simplesmente mais vale dar lugar a quem sabe como tentar acabar com o gozo”, concluiu.
As declarações de João Diogo Manteigas surgem depois de um Clássico em que a arbitragem esteve entre os temas mais discutidos, sobretudo devido aos lances envolvendo Gabri Veiga e Lenglet.







