Luís Aguilar critica arbitragem do FC Porto-Benfica: “Ou logo era expulso Gabri Veiga”
Jornalista analisou os principais lances do Clássico e considerou que a arbitragem de Miguel Nogueira teve critérios diferentes nos casos de Gabri Veiga e Lenglet.

Luís Aguilar analisou o FC Porto-Benfica e dedicou especial atenção à arbitragem de Miguel Nogueira. Durante o seu habitual “minuto a rasgar”, publicado nas redes sociais, o jornalista considerou que a arbitragem acabou por beneficiar os dragões no Clássico, que terminou com uma vitória do FC Porto por 3-1.
Luís Aguilar começou por destacar aquilo que considera ter sido uma diferença de critérios em dois dos lances mais discutidos da partida: a entrada de Gabri Veiga e a expulsão de Lenglet.
“Um jogo em que o FC Porto foi mais eficaz, em que o Benfica mostrou novamente que é uma equipa melhor a atacar do que a defender, e em que a dualidade de critérios da arbitragem acabou por beneficiar o FC Porto e prejudicar o Benfica”, afirmou.
Sobre o primeiro lance, o jornalista considerou que a entrada de Gabri Veiga, logo aos cinco minutos, deveria ter resultado num cartão vermelho.
“Começando já por esta parte. A entrada de Gabri Veiga, logo aos 5 minutos, é para cartão vermelho”, defendeu.
Luís Aguilar questionou depois a decisão tomada no lance que acabou por levar à expulsão de Lenglet. Na sua análise, se o árbitro adotou um critério mais permissivo no início da partida, deveria ter mantido o mesmo critério posteriormente.
“E se há um critério largo, o qual o árbitro escolhe, então tem de manter esse critério largo. E mantendo esse critério largo, não era depois para expulsar Lenglet, por um toque na nuca de André Silva”, explicou.
Apesar das críticas à arbitragem, o jornalista também responsabilizou Lenglet pelo sucedido, considerando que o defesa do Benfica deveria ter sido mais cauteloso depois de já ter visto um cartão amarelo.
“E sim, Lenglet tem de ser inteligente. Lenglet tem de saber que já viu um amarelo e tem de perceber que do outro lado está um adversário que irá tentar aproveitar esse momento. Não soube ler o jogo, acabou por ser expulso, prejudicou a equipa”, acrescentou.
Para Luís Aguilar, os dois lances deveriam ter sido avaliados segundo o mesmo critério.
“Agora, havendo o mesmo critério para as duas partes, com certeza que das duas uma, ou logo que era expulso Gabri Veiga, ou então, em nenhuma das duas situações, daria aqui lugar a expulsão”, concluiu sobre os casos mais debatidos.
Na análise ao jogo, o jornalista destacou ainda o bom início do Benfica, que considera ter dominado a primeira meia hora. O FC Porto acabou por marcar contra a corrente do jogo, aproveitando, na opinião de Luís Aguilar, algumas fragilidades defensivas dos encarnados.
Na segunda parte, mesmo reduzido a dez jogadores, o Benfica conseguiu chegar ao empate, mas o FC Porto voltou a assumir o controlo e marcou por duas vezes para chegar ao 3-1.
Luís Aguilar terminou a análise reforçando que, na sua leitura, a diferença de critérios da arbitragem acabou por ter influência no desenrolar do encontro.
“Agora, valeu essa dualidade de critérios a acabar por desequilibrar os acontecimentos”, concluiu.







