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Eduardo Dâmaso critica expulsão de Lenglet no FC Porto-Benfica: «Matou o próprio jogo»

Jornalista questiona a proporcionalidade do segundo amarelo mostrado ao defesa do Benfica e defende maior ponderação no contexto dos lances.

A expulsão de Clément Lenglet no FC Porto-Benfica continua a gerar discussão.

Eduardo Dâmaso analisou o lance e questionou a proporcionalidade da decisão tomada pelo árbitro, recorrendo aos princípios da necessidade, adequação e proporcionalidade para explicar a sua posição.

Dâmaso questiona decisão

Em declarações ao jornal Record, o jornalista começou por recordar os conhecimentos que reteve da passagem pelo curso de Direito.

Dâmaso defendeu que estes princípios também devem estar presentes, ainda que de forma implícita, nas decisões tomadas pelos árbitros.

Na sua perspetiva, o contexto e a consequência de cada decisão devem ser ponderados, sobretudo quando está em causa uma ação disciplinar capaz de alterar profundamente um encontro.

“Uma pergunta legítima”

O jornalista questionou se o lance de Lenglet justificava a intervenção disciplinar máxima possível, tendo em conta que um segundo amarelo iria alterar profundamente o jogo.

Para Dâmaso, a atuação do árbitro deve procurar não apenas aplicar literalmente o regulamento, mas também garantir uma gestão equilibrada da partida.

“Matou o próprio jogo”

Dâmaso considerou ainda que a decisão acabou por ter um impacto demasiado grande no espetáculo.

«Naquele lance, a falta de equidade saltava à vista», afirmou, defendendo que poderá ter existido uma aplicação demasiado literal das regras em detrimento de uma gestão mais prudente e proporcional.

E deixou uma conclusão particularmente forte sobre o episódio:

«E isso matou o próprio jogo. Foi uma expulsão capital. Não era suposto ser assim.»

As declarações voltam a colocar a expulsão de Lenglet no centro da discussão sobre a arbitragem do clássico entre FC Porto e Benfica.

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