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Ciúmes de Cristiano Ronaldo? Luís Figo responde: “Acho que ele é…”

Antigo internacional português e ex Sporting concedeu uma recente entrevista na qual fala bastante do astro que atua ao serviço do Al Nassr

Luís Figo deixou rasgados elogios a Cristiano Ronaldo, recordando que já em 2004 reconhecia no então jovem extremo um “talento incrível”, quando foi chamado por Luiz Felipe Scolari à Seleção Nacional. Em entrevista ao podcast Obi One, emitido esta quinta-feira, o antigo internacional português recusou, ainda assim, estabelecer uma comparação direta entre CR7 e Lionel Messi, defendendo que tudo depende do gosto pessoal de cada adepto.

“Dava para ver que era um talento incrível”

“Não, ele jogou comigo, não eu com ele [risos]… Dava para ver que ele era um talento incrível. Com as qualidades que ele tinha naquela época, com 18 anos em 2004, entrou na seleção nacional, creio, podíamos ver isso porque ele tinha técnica, era muito rápido e podia jogar com ambos os pés e conseguia saltar [muito alto]… Portanto, era incrível naquela época e continua a ser“, começou por afirmar Figo, garantindo também nunca ter sentido qualquer tipo de ciúmes pelo facto de Cristiano Ronaldo ter superado o seu legado no futebol português.

“Ciúmes? Tenho a maior admiração por ele”

“Quando dizes algo que não é positivo, talvez as pessoas pensem: ‘Ah, ele tem ciúmes, porque Portugal é isto e aquela geração..’. Não, eu tenho a maior admiração por ele, porque acho que ele é um exemplo. É uma pessoa que leva o nome de Portugal para todo o lado. O exemplo, os recordes, a fome que ele tem de querer ser sempre melhor e ganhar, e ser competitivo. São só palavras boas em relação ao que é a história do futebol”, vincou o antigo jogador, que representou clubes como Inter, Real Madrid, Barcelona e Sporting.

Confrontado com a possibilidade de posicionar Cristiano Ronaldo num ranking dos melhores jogadores de sempre, Figo recusou alinhar em comparações e recorreu a uma analogia curiosa, que arrancou gargalhadas a John Obi Mikel e ao jornalista Chris McHardy.

“Não temos de compará-los, porque cada um é importante”

“Não gosto de comparar, porque alguém que vai ter de perder, certo? Portanto, acho que cada um fez a sua própria história no futebol. Não temos de compará-los, porque cada um é importante. Não posso comparar Maradona com Messi, nem posso comparar Eusebio com Cristiano Ronaldo, porque são diferentes jogadores, com qualidades diferentes e que jogaram em momentos diferentes. Prefiro admirar os seus momentos e o que eles fazem na história do futebol, porque se compararem a vossa mãe com o vosso pai, o que vai acontecer? É como comparar caviar com trufa, sabem? Ambos são ótimos!”, explicou, entre risos.

Mas talvez, por exemplo, as pessoas gostem mais do estilo Cristiano e outras gostam mais do estilo do Messi. Tu gostas de azul e eu gosto de branco, tudo depende do gosto de cada um”, concluiu o antigo internacional, que somou 127 jogos pela seleção portuguesa.

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