Benfica recebe reconhecimento inesperado sobre direitos televisivos
Encarnados voltaram a estar no centro de um dos temas mais relevantes do futebol nacional, após revelações importantes da Direção da Liga

O Benfica voltou a ser destacado pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) no âmbito do complexo processo de centralização dos direitos audiovisuais. Apesar de ter abandonado formalmente o Conselho de Administração da Liga Centralização, o Clube da Luz continua a ser visto como um elemento fundamental e obrigatório neste dossiê, algo que foi assumido publicamente por André Mosqueira do Amaral, diretor executivo da LPFP.
André Mosqueira do Amaral: “A contribuição do Benfica é incontornável”
“A contribuição do Benfica é, obviamente, incontornável… Sempre tivemos o rigor de partilhar com o Benfica tudo o que estava a acontecer, o que estava a ser trabalhado e também aquilo que é a nossa visão”, começou por explicar o dirigente em entrevista oficial à Agência Lusa.
O responsável acrescentou ainda que a Liga nunca deixou de ouvir a estrutura encarnada ao longo de todas as negociações: “Sempre fizemos isso de estar perto, ir partilhando e, aliás, de também ir tendo os contributos do Benfica, mesmo não estando na centralização”, referiu o diretor executivo.
O Acordo de 104,6 Milhões de Euros e o Impacto no Mercado
Recentemente, a SAD encarnada fechou um negócio de topo ao vender os seus direitos audiovisuais para as próximas duas temporadas por uns impressionantes 104,6 milhões de euros, antecipando-se à entrada em vigor da centralização obrigatória.
Sobre este acordo financeiro gigantesco, André Mosqueira do Amaral mostrou-se muito satisfeito e considerou que estes valores valorizam todo o futebol português:
“Eu diria que termos partes individuais que vão valorizando, só faz com que o todo também tenha de estar valorizado. Portanto, para nós esses indicadores do mercado são muito positivos, são superpositivos. Se fosse ao contrário, seria assustador. Sendo na direção certa, são muito positivos, obviamente”, defendeu o responsável da Liga.
Fora das quatro linhas, a missão passa por encontrar soluções que beneficiem o grupo: “É a nossa grande missão, é acatar essas preocupações, escutar e depois tentar destilar uma solução que seja no interesse do grupo. Sempre nesta lógica que as sociedades desportivas são adversárias em campo, mas fora do campo são sócias. É a realidade da Liga”, concluiu.







