BOMBA NO AL NASSR: Boicote interno pode forçar CORTE no salário de Cristiano Ronaldo
Capitão da Seleção Nacional falhou os últimos dois jogos do emblema de Riade por opção própria e esta 'greve' pode ter consequências

A greve protagonizada por Cristiano Ronaldo, que falhou os dois últimos jogos do Al Nassr por decisão própria, em protesto contra a Liga da Arábia Saudita, continua a gerar repercussões, com a imprensa local a avançar este sábado possíveis consequências disciplinares.
De acordo com o jornal Asharq Al-Awsat, o avançado português poderá ser alvo de sanções financeiras, nomeadamente multas ou cortes salariais, na sequência desta ação. A publicação explica que os regulamentos disciplinares da liga exigem o cumprimento integral das obrigações contratuais, prevendo penalizações para ausências não justificadas por lesão ou castigo, sem exceções, mesmo tratando-se da principal figura do campeonato.
A mesma fonte refere ainda que a Liga da Arábia Saudita não compreende a posição assumida por Cristiano Ronaldo, sublinhando que o Al Nassr tem sido um dos clubes mais beneficiados em termos de recursos financeiros desde a criação do Fundo de Investimento Público, em 2023.
O jornal aponta a falta de títulos coletivos como o principal fator por detrás do descontentamento do capitão português, lembrando que outras estrelas internacionais tiveram sucesso semelhante noutros emblemas. “Karim Benzema levou o Al Ittihad à conquista do campeonato e da Taça do Rei num curto período. Riyad Mahrez teve sucesso com o Al Ahli ao vencer a Liga dos Campeões asiática e a Supertaça da Arábia Saudita, apesar do clube não ter tantos recursos quanto o Al Nassr. Estes factos não negam as diferenças entre os clubes, mas reforçam que a liderança é medida pela capacidade de transformar potencial em resultados”, escreve o Asharq Al-Awsat.
Atualmente, Cristiano Ronaldo é o jogador mais bem pago da história do futebol, com um salário anual a rondar os 200 milhões de euros, um valor largamente superior ao de qualquer outro atleta a competir na Arábia Saudita. O segundo jogador mais bem remunerado do campeonato não atinge sequer 30% do ordenado do internacional português.
Apesar desse estatuto, a Liga da Arábia Saudita deixou claro que tal não confere qualquer privilégio adicional. Em comunicado enviado à imprensa, os responsáveis afirmaram: “Como qualquer competidor de elite, ele quer vencer. Mas nenhum indivíduo, por mais importante que seja, determina decisões além do seu próprio clube. As recentes atividades de transferência demonstram claramente essa independência. Um clube fortaleceu-se de uma maneira específica. Outro escolheu uma abordagem diferente. Essas foram decisões do clube, tomadas dentro de parâmetros financeiros aprovados”.







