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Guerra na Luz: Sócios avançam para o Tribunal e pedem anulação de Assembleia Geral do Benfica

Seis conhecidos juristas avançam com ação judicial e acusam a Mesa da AG de violar gravemente os Estatutos do clube.

Seis sócios do Sport Lisboa e Benfica avançaram formalmente com uma ação judicial nos tribunais civis para exigir a anulação da deliberação aprovada na Assembleia Geral Extraordinária de 3 de janeiro de 2026, reunião magna em que os associados deram luz verde ao polémico projeto imobiliário e comercial Benfica District.

Os conceituados juristas Gonçalo Almeida Ribeiro, João Ferreira Leite, Pedro Cardigos, Cristina Santos Silva, João Marecos e Márcia Vala contestam de forma veemente a atuação da Mesa da Assembleia Geral (MAG), liderada por José Pereira da Costa, considerando que foram atropeladas e violadas as regras de funcionamento previstas nos Estatutos oficiais do clube.

🎙️ “Violação das Regras de Funcionamento”

Em comunicado oficial enviado à imprensa, os autores da ação judicial explicaram detalhadamente os fundamentos jurídicos desta iniciativa de bastidores:

“Seis juristas e sócios do Sport Lisboa e Benfica intentaram ação judicial para anular a deliberação da Assembleia Geral Extraordinária de 3 de janeiro de 2026.

“A contestação surge “por violação das regras de funcionamento da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica, consagradas nos Estatutos, pela qual é formalmente responsável a MAG.”

Recorde-se que a referida Assembleia Geral foi convocada especificamente para a aprovação do projeto Benfica District, tendo recolhido na altura 59,24% dos votos favoráveis dos associados. Dois dos subscritores da ação, Gonçalo Almeida Ribeiro e João Ferreira Leite, são figuras conhecidas da oposição, tendo sido candidatos à presidência da MAG nas últimas eleições gerais do clube.

📱 A Contestação às Votações Eletrónicas

De acordo com os autores do processo judicial, três semanas antes da realização da reunião magna foi enviada uma carta registada ao presidente da MAG com 12 perguntas cirúrgicas sobre a legalidade do modelo de participação e votação. O comunicado garante que estes pedidos de esclarecimento nunca obtiveram qualquer tipo de resposta oficial.

Os seis juristas criticam duramente a utilização de urnas eletrónicas e de uma aplicação móvel para a contagem, alegando que o sistema digital implementado pela direção não oferecia as garantias constitucionais e estatutárias suficientes quanto à fiabilidade, segurança e controlo do direito de voto dos benfiquistas, levantando dúvidas sobre a fiabilidade e fiscalização das urnas eletrónicas utilizadas.

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