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(VÍDEO) Courtois falou da polémica Prestianni-Vinicius antes do jogo contra o Benfica “sabemos o que nos contou…”

Courtois foi o representante do Real Madrid na conferência de antevisão ao jogo desta terça-feira (20h), frente ao Benfica, relativo à segunda mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões. Ao lado de Arbeloa, o guarda-redes comentou o episódio envolvendo Prestianni e Vinícius, ocorrido na semana passada, na Luz.

“Estamos perante um excelente momento para acabar com estas coisas… nós sabemos o que Vinícius nos contou. Já aconteceu em muitos momentos no futebol e é preciso acabar com isso de vez. A UEFA decide o que tiver a decidir… é uma boa mensagem”, afirmou.

Sobre as palavras de Rui Costa, reagiu: “Acho que usar o caso do Fede [Valverde] não tem nada a ver, são lances de jogo. Não há qualquer intenção, apenas a de afastar o adversário. O caso do Prestianni é difícil porque é a palavra de um contra a do outro… eles acreditam no jogador deles e nós no Vini. Tenho a certeza absoluta de que ele ouviu aquilo. Acredito nele a 100%. Como ele tapou a boca, nunca vamos conseguir saber”.

Quanto à possibilidade de os jogadores madridistas cumprimentarem Prestianni antes da partida, respondeu: “É algo de que não falámos e logo veremos o que decidimos como equipa”.

O internacional belga também comentou a admissão do argentino, que disse ter chamado “maricón” a Vinícius: “Parece-me igualmente grave porque são insultos. Vi as imagens da bancada do Benfica e acho que é deplorável ver aquilo num jogo. Pode-se gostar mais ou menos [do jogador], mas fazer aquilo é lamentável. Não sei se o Benfica já disse que vai perseguir os adeptos que fizeram o gesto do macaco. Racismo, homofobia… nunca podemos aceitar isso. O insulto é igualmente forte. Se ali ele não tapa a boca, já podemos imaginar o que terá dito com a boca tapada”.

Sobre José Mourinho, acrescentou: “Bem, Mourinho é Mourinho e, como treinador, vais defender sempre o teu clube. Mas incomoda-me que se utilize o festejo do Vinicius porque, quando marcam ao Real Madrid, festejam o dobro ou o triplo. Aconteceu e temos de virar a página. Aconteceu e não podemos justificar um alegado ato de racismo com uma celebração”.

Relativamente ao protocolo antirracismo, considerou: “Acho que são cada vez melhores, mas o problema é que é o Vini quem decide que voltamos a jogar… como equipa, teríamos batido o pé. As outras coisas que aconteceram na bancada, para mim, são motivo para parar um jogo e expulsar aquelas pessoas. Como futebolistas não vemos tudo, porque há momentos em que estamos focados no jogo. Tem de haver responsáveis que vejam isso. Há um responsável do Benfica que está a dois metros e tem de agir. Podemos melhorar cada vez mais nestas coisas… e deixar de ser tão totós”.

Por fim, abordou a possibilidade de sancionar jogadores que tapem a boca ao falar: “Às vezes queres comentar algo com um colega sem que vocês ouçam… mas se ajudar a evitar insultos racistas é positivo. Para mim, não há problema”.

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