Ex-dirigente do Sporting arrasa exibição em Braga e deixa aviso duro à direção de Varandas
Nuno Correia da Silva critica atitude da equipa no empate com o Braga, analisa o duelo europeu com o Bodø/Glimt e aponta problemas na relação entre direção e adeptos.

A exibição do Sporting CP no empate frente ao SC Braga (2-2) continua a gerar reações no universo leonino. Para Nuno Correia da Silva, antigo administrador da SAD, a equipa mostrou uma versão pouco habitual e acabou por pagar caro por isso.
Em declarações exclusivas, o antigo dirigente foi direto na análise e afirmou que o Sporting esteve longe da identidade que tem caracterizado a equipa nas últimas épocas.
“O Sporting foi irreconhecível. É uma equipa que normalmente pressiona alto durante todo o jogo, mas em Braga optou por defender a vantagem e isso não faz parte do seu ADN.”
A estratégia mais defensiva acabou por permitir ao Braga acreditar até ao fim, com o golo do empate a surgir já nos minutos finais, um resultado que pode pesar na luta pelo campeonato.
Mesmo assim, Correia da Silva acredita que a corrida ao título continua totalmente em aberto, sobretudo depois do empate entre SL Benfica e FC Porto no clássico.
“As contas mantêm-se praticamente iguais. O Sporting continua dependente do que fizer nos próximos jogos. Está tudo em aberto.”
O antigo dirigente falou também do próximo desafio europeu diante do FK Bodø/Glimt, na primeira mão dos oitavos-de-final da UEFA Champions League. Apesar das dificuldades esperadas, mostra confiança numa boa resposta dos leões.
“Se o Sporting entrar com a sua verdadeira identidade, tem qualidade suficiente para superar o Bodø/Glimt.”
No final da conversa, Nuno Correia da Silva abordou ainda o momento político do clube e as eleições que colocam frente a frente Frederico Varandas e Bruno de Carvalho, defendendo uma maior aproximação entre direção e adeptos.
Segundo o antigo administrador, existe atualmente uma distância significativa entre a estrutura do clube e os sócios, algo que considera importante corrigir no futuro.
“O Sporting pertence aos seus sócios e essa participação deve ser sempre valorizada”, concluiu.







