(VÍDEO) Kompany arrasou por completou Mourinho e as declarações correm mundo

Vincent Kompany comentou o alegado episódio de racismo envolvendo Prestianni e Vinícius no Benfica-Real Madrid e afirmou acreditar na versão do brasileiro: “Eu estava a ver em direto o jogo. A reação do Vinícius é natural, não tem nada de encenação. Não vejo qualquer vantagem para ele em colocar nos ombros do árbitro toda a sua angústia. O Mbappé, que costuma ser diplomático, também não teve dúvidas do que ouviu”.
O treinador do Bayern deixou também um apelo ao jogador encarnado: “Se for verdade que o jogador do Benfica disse algo assim tão grave, que peça desculpa, assuma o erro e que isso tenha impacto no castigo que lhe for aplicado. Que possa ser uma oportunidade de melhorar. O que não se pode fazer é punir alguém injustamente ou descredibilizar uma pessoa que se queixou de algo que experienciou e que será muito doloroso”.
Na antevisão ao jogo com o Eintracht Frankfurt, Kompany criticou diretamente José Mourinho: “José Mourinho basicamente atacou o caráter do Vini, ao usar os festejos dele para descredibilizar o que aconteceu. Em termos de liderança, é um erro enorme. É algo que não devemos aceitar”.
Recordando episódios antigos do técnico português, acrescentou: “Quando correu pela linha lateral em Old Trafford, ou quando celebrou em frente aos adeptos do Barcelona na meia-final com o Inter Milão, ou quando confrontou o árbitro no jogo entre a Roma e o Sevilha, sendo que o árbitro teve de deixar o país sob proteção, se alguém tivesse sido racista contra o Mourinho nessa altura eu diria: Parem, não importa a forma como festeja, vamos ouvir o que ele tem a dizer”.
Kompany criticou ainda o argumento usado pelo treinador do Benfica ao referir Eusébio: “Disse que o Benfica não pode ser racista porque o melhor jogador do clube foi o Eusébio. Será que sabe o que os jogadores negros tiveram de passar nos anos de 1960? Estava lá para acompanhar o Eusébio em todos os jogos fora e para ver o que aconteceu? Provavelmente, naquela altura, a única opção que Eusébio tinha era a de ficar calado e ser dez vezes melhor para ter um bocadinho de crédito”.
Por fim, revelou experiência pessoal semelhante, recordando ter sido alvo de insultos racistas no seu país natal, quando defrontou o Club Brugge e foi chamado de “macaco castanho”.
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