Rui Costa aponta dedo à arbitragem após Porto – Benfica: “Dualidade tremenda”
Presidente acredita em critérios diferentes nas decisões da arbitragem durante o Clássico com os dragões e vê rigor maior com as águias

Rui Costa não escondeu a insatisfação com a arbitragem de Miguel Nogueira após a derrota do Benfica por 1-3 diante do FC Porto, no Estádio do Dragão.
À saída do estádio, o presidente encarnado apontou uma alegada “dualidade de critérios”, sobretudo no capítulo disciplinar, embora tenha feito questão de reconhecer também os erros cometidos pela própria equipa durante o encontro.
O líder das águias começou por destacar a entrada forte do Benfica no Clássico e lamentou que a expulsão de Lenglet, aos 35 minutos, tenha condicionado o resto da partida.
“O Benfica entrou muito bem neste jogo. Entrou a mandar no jogo como estrategicamente o Marco Silva tinha pedido aos jogadores. Fizemos uma primeira meia hora muito boa, apesar de, no único deslize que tivemos, acabar por sofrer um golo.”
Rui Costa considerou que jogar em igualdade numérica poderia ter alterado o desenrolar da partida, tendo em conta aquilo que o Benfica conseguiu produzir durante os primeiros minutos.
“Claro que jogar aqui com 10 elementos não é a mesma coisa que jogar 11 para 11, e acredito que, se assim fosse, o resultado tinha sido diferente, ou o jogo tinha sido diferente, por aquilo que estávamos a fazer.”
Sobre o cartão vermelho mostrado a Lenglet, o presidente do Benfica não contestou diretamente a decisão de Miguel Nogueira. Ainda assim, considerou que o defesa francês, já amarelado, deveria ter evitado o contacto com André Silva.
“Não vou estar a discutir a expulsão do Lenglet, apesar de, se vocês analisarem, o André Silva queixar-se da cara quando é uma pequena, uma ligeira pancada na nuca – nem sequer é na cara. Mas não vou estar a discutir o lance, porque sobretudo aqui, depois de ter um amarelo, não pode arriscar uma ação daquelas.”
Foi, contudo, quando abordou o critério disciplinar que Rui Costa endureceu o discurso.
“Em relação à dualidade de critérios, sobretudo no fator disciplinar, acho que há uma dualidade tremenda.”
O presidente encarnado argumentou que várias faltas cometidas pelo FC Porto não foram acompanhadas de cartões amarelos e considerou que isso teve influência no equilíbrio do encontro.
“Há uma dualidade tremenda onde o Benfica foi extremamente punido nisso, porque a quantidade de faltas que o FC Porto faz, para além da falta normal e que não é punida com amarelo, vai dando força a uma equipa e vai tirando a outra.”
Rui Costa apontou ainda outros lances que, na sua perspetiva, deveriam ter sido sancionados de forma diferente, incluindo uma situação envolvendo Gianluca Prestianni.
“Vejo o Prestianni levar um amarelo por mostrar a cara cheia de sangue ao árbitro, numa pancada que levou quase sem bola e que nem sequer sancionada foi.”
Apesar das críticas à arbitragem, Rui Costa fez questão de deixar claro que o Benfica também teve responsabilidade no resultado e reconheceu os erros cometidos pela equipa.
“Não eliminando os erros que nós cometemos – porque depois acabámos por cometer erros -, a dualidade de critérios, sobretudo no critério disciplinar, foi por demais exagerada.”
As declarações do presidente surgem após um Clássico perdido por 1-3 no Dragão, num encontro que ficou marcado pela expulsão de Lenglet e pela discussão em torno dos critérios disciplinares da arbitragem.







