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Efeito João Palhinha é brutal: Benfica praticamente deixou de permitir remates

A chegada do internacional português trouxe uma nova solidez defensiva ao Benfica de Marco Silva, com uma diferença impressionante nos últimos jogos.

A goleada do Benfica frente ao Moreirense, por 4-0, voltou a confirmar o excelente momento da equipa de Marco Silva. Mas há outro nome a ganhar cada vez mais destaque: João Palhinha. O internacional português está a corresponder às expectativas e tornou-se numa das principais referências do equilíbrio defensivo das águias, algo que os números ajudam a explicar.

Antes da chegada do camisola 36, o Benfica tinha sofrido oito golos, com exceção das goleadas frente a St. Gallen e Casa Pia. Os maiores sinais de fragilidade apareceram precisamente diante dos suíços e do Académico de Viseu.

Em St. Gallen, as águias permitiram seis remates enquadrados, num total de 17, além de 21 ações do adversário dentro da área. Apesar do triunfo por 2-1, a equipa revelou alguma permeabilidade defensiva. Frente ao Académico de Viseu, foram apenas oito remates, mas quatro chegaram à baliza e a equipa da casa registou 2,2 golos esperados, acabando por marcar duas vezes.

A realidade começou a mudar com Palhinha no onze. Na estreia, diante do Estoril, o médio deixou bons sinais, apesar do golo sofrido nos minutos finais. Depois, na Madeira, destacou-se com seis alívios, 14 duelos ganhos em 20 e 11 recuperações de bola. Em Moreira de Cónegos, voltou a dominar o meio-campo ao lado de Leandro Barreiro.

Os números dos dois últimos jogos são ainda mais esclarecedores: o Benfica permitiu apenas dois remates à baliza, um em cada encontro.

Frente ao Marítimo, os madeirenses tiveram apenas nove ações na área encarnada e terminaram com uns incríveis 0,1 golos esperados. Já o Moreirense ficou pelas oito ações na área do Benfica, com apenas 0,5 golos esperados e 28% de posse de bola.

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