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Menos compras de peso e mais de €100M em vendas: os números do mercado do Benfica

Investimento mais criterioso marca o verão das águias, que ultrapassaram os €100M em vendas e perderam várias figuras importantes do plantel.

O mercado de verão trouxe uma realidade diferente para o Benfica. Depois do forte investimento realizado na temporada passada, a SAD encarnada optou por uma estratégia mais contida, apostando em contratações mais criteriosas e, ao mesmo tempo, conseguindo receitas superiores a 100 milhões de euros com a saída de jogadores.

A contratação mais cara deste verão foi Alessandro Circati, internacional australiano que chegou à Luz por 18 milhões de euros. O valor ficou abaixo dos €20M, uma barreira que o Benfica ultrapassou em quatro ocasiões no verão de 2025, com Ríos, Ivanovic, Lukebakio e Sudakov.

🔴 Benfica investiu menos e apostou em diferentes soluções

Entre as novas caras está também Gabriel Índio, central contratado ao Athletic-MG, da segunda divisão brasileira, por 4 milhões de euros, numa aposta pensada para o futuro.

Clément Lenglet chegou por empréstimo do Atlético de Madrid, com cláusula de compra obrigatória. Apesar de ter sido uma solução diferente no mercado, o defesa francês rapidamente ganhou protagonismo: ao fim de dez jogos, soma 830 minutos, sendo o jogador do Benfica com mais tempo de utilização na temporada.

Outro dos reforços de maior peso foi João Palhinha. O médio de 31 anos foi oficializado a 26 de agosto, depois de várias semanas de negociações. O Benfica pagou 14 milhões de euros fixos ao Bayern, podendo acrescentar mais cinco milhões mediante o cumprimento de determinados objetivos.

O segundo reforço mais caro foi Jakub Kaminski, contratado por 17 milhões de euros. No total, a direção liderada por Rui Costa ultrapassou os dez milhões de euros em apenas três contratações.

O recurso aos empréstimos foi igualmente importante. Jhón Durán, Claudio Echeverri, El Karouani e Lenglet chegaram por essa via. No caso do avançado colombiano, a taxa de cedência ultrapassou os 6 milhões de euros, fixando-se nos €6,1M.

Os três negócios de Durán, Echeverri e El Karouani incluem opções de compra. Caso o Benfica decida avançar para as aquisições definitivas, terá de desembolsar valores que, no conjunto, chegam aos 61 milhões de euros.

💰 Mais de €100M encaixados em vendas

Do outro lado das contas, o Benfica conseguiu receitas superiores a 100 milhões de euros, beneficiando das transferências de titulares, excedentários e jovens formados no clube.

Dedic protagonizou a principal saída. O lateral-direito bósnio transferiu-se para o Newcastle por 35,9 milhões de euros, numa operação que aconteceu a meio de agosto e que, segundo Marco Silva, não estava inicialmente prevista.

Pouco depois, confirmou-se também a saída de António Silva. O defesa-central português rumou ao Bournemouth por 25 milhões de euros, com mais cinco milhões dependentes do cumprimento de objetivos.

A lista das maiores vendas inclui ainda José Mourinho, cuja cláusula de rescisão de 15 milhões de euros foi paga pelo Real Madrid.

🏆 Seixal também ajudou nas contas

O Benfica conseguiu ainda rentabilizar jogadores excedentários e jovens provenientes do Benfica Campus.

Ao todo, dez jogadores renderam mais de €26 milhões. Entre as operações destacou-se Sidny Lopes Cabral, transferido para o Trabzonspor por 10 milhões de euros, aos quais podem juntar-se mais dois milhões em objetivos.

Também Ríos e Ivanovic, duas das grandes apostas da época anterior, contribuíram para as receitas através de empréstimos. O médio colombiano foi cedido ao Al Ittihad por 4 milhões de euros, enquanto o avançado croata rumou ao Lens por 2,5 milhões, ambos sem opção de compra.

🔄 Benfica perde quatro dos mais utilizados

O movimento de mercado teve impacto direto no plantel. O Benfica perdeu quatro dos dez jogadores que mais minutos acumularam na temporada passada.

Otamendi (4.314 minutos), Ríos (3.638), Dedic (3.511) e António Silva (3.118) deixaram de fazer parte do grupo que terminou a época anterior entre os mais utilizados.

No caso de Nicolás Otamendi, a saída aconteceu sem qualquer compensação financeira para as águias: o capitão terminou contrato a 30 de junho e seguiu para o River Plate a custo zero.

Assim, o Benfica encerrou um mercado marcado por menos investimento nas compras, mais aposta em soluções alternativas e um encaixe superior a €100 milhões nas vendas, numa estratégia bastante diferente daquela apresentada no verão anterior.

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