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“Obcecado” e chamado de “betinho”: O segredo do passado de Palhinha

O internacional português regressou a Portugal e já se assumiu como uma peça fundamental na equipa devido a uma inusitada característica no relvado.

João Palhinha regressou a Portugal para reforçar o Benfica e não esconde a felicidade por voltar a representar um clube que, acredita, reúne todas as condições para lutar por títulos. Mas, muito antes de chegar à Luz, o internacional português já tinha uma característica que o distinguia dos restantes: uma verdadeira obsessão por recuperar bolas.
A paixão de Palhinha pela recuperação de bola acompanha-o desde os primeiros tempos no futebol e há um detalhe curioso sobre a personalidade do médio dentro das quatro linhas: Quando enveredou pelo desporto-rei, tornou-se obcecado com as suas próprias estatísticas de jogo, principalmente no capítulo das recuperações de bola.
O espírito competitivo do médio já se fazia notar nos tempos do Sacavenense. Num dos jogos, depois de fazer um desvio de cabeça na pequena área, Palhinha acabou por embater com a cabeça na barra. O público apercebeu-se do momento e ficou preocupado, mas o jovem médio rapidamente se levantou e regressou à sua posição.
Entre os colegas do Sacavenense, Palhinha era conhecido como “um betinho”. Filho do proprietário de um stand de automóveis em Arroios, o jovem lisboeta chegou a realizar testes no Benfica, mas na altura nunca recebeu novo contacto do clube.
Já nessa altura, era descrito como um médio determinado e impetuoso. Foi em Sacavém que começou a dar nas vistas, até despertar a atenção do Sporting, que acabou por apostar no seu potencial. Anos depois, Palhinha regressa ao Benfica e reencontra Marco Silva, treinador com quem trabalhou durante duas temporadas no Fulham.

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