Quinta-feira, Março 30, 2023
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Moçambique e Malawi vão retomar transporte ferroviário de carga

Moçambique e Malawi vão retomar transporte ferroviário de carga
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Moçambique e Malawi poderão retomar, este ano, o transporte de carga diversa, via linha férrea, da Vila-Nova de Fronteira, em Mutarara província de Tete, partindo do porto da Beira, volvidos 37 anos de paralisação.

Com efeito, as obras da linha de 72 quilómetros da linha férrea, que liga a Vila Nova da Fronteira, no distrito de Mutarara, em Moçambique, à Nsanje, no Malawi, decorre a bom porto. (RM Blantyre)

Malawi e Moçambique poderão retomar este ano, o transporte de carga diversa via linha férrea da Vila-Nova de Fronteira em Mutarara província de Tete, partindo do Porto da Beira, volvidos 37 anos de paralisação.

Este feito pode ser alcançado ainda este ano, a avaliar pelo ritmo das obras de reconstrução dos 72 quilómetros da linha férrea, que liga  Mutarara, em Moçambique, à Nsanje, no Malawi.

Numa primeira fase, os comboios de carga partindo do porto da Beira, irão até Marka, onde farão o descarregamento no porto seco que já está em construção.

Deste ponto, a carga será transportada por camiões até à cidade comercial de Blantyre, num percurso de cerca de 200 quilómetros, encurtando assim a distância de 900 quilómetros, que é percorrida via Tete-Chimoio, até à cidade da Beira.

Para o presidente do Conselho de Administração dos CFM, Miguel Matabel, este é um marco histórico na relação bilateral entre Moçambique e Malawi, pois carimba uma nova etapa de trocas comerciais entre os dois países.

Matabel afirma que a entrada em funcionamento desta linha ferroviária, além de garantir um encaixe financeiro para os dois países, vai reduzir os custos de transporte e por conseguinte baixar os preços, ao longo do corredor e no Malawi.

Espera-se ainda que a via férrea estimule o desenvolvimento ao longo do corredor e da região do interland.

Na fase mais consolidada do projecto, tenciona-se introduzir o transporte ferroviário de passageiros entre Moçambique e o Malawi.

Orçado em 30 milhões de dólares, fundos próprios do CFM, o ramal Dona Ana-Vila Nova de Fronteira que vai dar aceso ao Malawi, é parte da Linha férrea de Sena, espinha dorsal da Região Centro do País e do Vale do Zambeze. ( RM Blantyre)

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